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“Off MED” é nova aposta de Loulé

Momentos artísticos promovem Festival MED no Cineteatro Louletano e Solar da Música Nova

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

Tendo por objetivo alargar a filosofia do Festival MED e no sentido de promover diversas atividades ao longo do ano que extravasem as datas deste evento e o seu recinto – a Zona Histórica de Loulé -, a Câmara Municipal de Loulé lança agora o “Off MED”. São oito momentos artísticos, integrados na programação do Cineteatro Louletano, que terão lugar nesta sala de espetáculos e também no Auditório do Solar da Música Nova, naquele que se pretende venha a ser também um “aperitivo” para a 17ª edição do Festival MED.

O primeiro destes momentos tem lugar já esta quinta-feira, 30 de janeiro, pelas 21h00, no Auditório do Solar da Música Nova, com a apresentação do novo trabalho do virtuoso acordeonista algarvio João Frade, em mais uma rubrica do “Conversas à Quinta”. Um trabalho que traduz o eclético percurso profissional de Frade e as suas visões sobre o universo cultural, “uma viagem exploratória por diversos imaginários e cores musicais em busca como que de uma ‘pureza melódica’”.

No âmbito do Festival de Música Al-Mutamid, que este ano assinala o seu 20º aniversário, irá decorrer no Cineteatro Louletano mais um evento “Off MED”. Wayam Ensemble sobe ao palco no dia 8 de fevereiro, pelas 21h30, para apresentar um programa de músicas e danças do Magrebe e Médio Oriente.

É também nesta sala de espetáculos que comemora 90 anos de “inquietação” que, no dia 2 de março, pelas 18h30, será apresentada publicamente o projeto Algarve Central – Programação Cultural em Rede, com o envolvimento de 5 autarquias: Loulé, Albufeira, Faro, Olhão e Tavira. Sob o tema da “Cultura da Sustentabilidade”, estão previstos espetáculos de reconhecido valor internacional, criações de artistas portugueses, o envolvimento das comunidades locais, aprofundando as práticas colaborativas entre os vários concelhos.

O tributo a Chico Buarque “Quem te viu, quem te vê” acontece a 21 de abril, pelas 21h30, no Cineteatro Louletano, mais um momento imbuído no espírito do MED. Trata-se de uma homenagem a um dos ícones da Música Popular Brasileira, interpretada pelos prestigiados artistas Marcus Lima (voz e violão) e Thaís Motta (voz), que apresentam neste concerto, em exclusivo no sul do país, - e nas vésperas da vinda do homenageado a Lisboa, a 25 de abril, para receber o Prémio Camões -, um repertório dedicado aos grandes clássicos de Buarque.

A 12 de maio, pelas 21h30, decorre no Cineteatro o espetáculo inaugural da programação em rede Algarve Central: “A presença das formigas”. Numa formação renovada em trio (Sara Vidal na voz e adufe, André Cardoso na guitarra clássica e Manuel Maio no violino, bandolim e voz), este projeto musical aborda as sonoridades tradicionais e populares com influências do jazz, música erudita e world music, aqui num ambiente intimista e envolvente.

As tradições orais de Loulé estarão em destaque em “A Voz da Terra”, a 23 de maio, pelas 17h00, no palco do Cineteatro. Em mais uma sessão “Dos sabores da cultura”, a Tradição, a Memória e o Património voltam a dar o mote a este encontro de saberes, afetos e sabores, num ambiente informal e intimista. Partindo da antologia de CD de “Património Oral do Concelho de Loulé”, da autoria de Idália Farinho, Maria Aliete Galhoz e Isabel Cardigos, é apresentada uma mostra musical ao vivo, com a participação de vários informantes que estiveram envolvidos nas recolhas realizadas, acompanhada pela degustação de vários sabores locais.

No Auditório do Solar da Música Nova, a 6 de junho, pelas 21h30, acontece mais um momento “Off MED”, desta vez integrado no ciclo “Ilustres Desconhecidos”: projeto instrumental a solo Filho da Mãe&Cláudia Guerreiro – o alter-ego de Rui Carvalho, acompanhado pelo desenho digital em tempo real de Cláudia Guerreiro. Genial, original e com um grande poder de abstração e obsessão por linhas de guitarra em movimento contínuo em contextos e ambientes diferentes, ouve-se a rua, as gentes que passam, ouve-se Lisboa, o mar, o silêncio e todo um imaginário que, por vezes, nos deixa sem fôlego.

Na reta final deste “Off MED”, a 19 de junho, pelas 21h30, Cristina Branco irá apresentar o seu último trabalho, “Eva”. A música atual portuguesa é a base explorada num conceito que foi trabalhado numa residência em Loulé (Auditório do Solar da Música Nova) e em Copenhaga (Dinamarca), no ano transato. De referir que esta artista já integrou o cartaz do Festival MED.

Para a organização do MED, esta iniciativa pretende proporcionar ao público um rol de atividades culturais, tendo a música como principal enfoque, e que irá permitir que os espetadores possam experienciar um pouco do que é o Festival MED e vivenciar esse espírito para além do lado festivaleiro, numa componente mais intimista. Por outro lado, o selo MED nestes espetáculos é também uma forma de promover a World Music e a multiculturalidade presente noutras manifestações artísticas como as artes plásticas, o cinema, poesia ou teatro.

Ademar Dias

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