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80.ª Volta a Portugal foi hoje apresentada

A 80.ª Volta a Portugal Santander, hoje apresentada em Lisboa, vai realizar-se entre 1 e 12 de agosto. Adivinha-se uma edição mais espetacular do que as anteriores, com etapas de montanha duras, mais oportunidades para sprinters e ausência de bonificações, que obrigará os candidatos a ganhar tempo na estrada, com ataques e não esperando pelos segundos das metas volantes e das chegadas.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

A 80.ª Volta a Portugal Santander, hoje apresentada em Lisboa, vai realizar-se entre 1 e 12 de agosto. Adivinha-se uma edição mais espetacular do que as anteriores, com etapas de montanha duras, mais oportunidades para sprinters e ausência de bonificações, que obrigará os candidatos a ganhar tempo na estrada, com ataques e não esperando pelos segundos das metas volantes e das chegadas.

As mudanças e a necessidade de maior empenhamento na estrada, surgem num ano em que as equipas serão mais pequenas, com sete elementos, o que dificultará a tarefa de controlo da corrida, contribuindo também para incrementar o espectáculo e a incerteza, ingrediente fundamental para prender os adeptos de qualquer acontecimento desportivo.

Como vem sendo hábito, a corrida terá um prólogo – desta vez muito curto, apena 1800 metros -, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual a fechar a competição. Pelo meio, há um dia de descanso. As maiores novidades são o regresso ao Algarve, logo na primeira etapa em linha, e um final de etapa na serra da Estrela, na quarta tirada. Ao todo, o pelotão vai percorrer 1578,9 quilómetos.

A festa da Volta arranca em Setúbal, no dia 1 de agosto, com um prólogo de 1,8 quilómetros, a disputar em sistema de contrarrelógio individual. Uma distância tão pequena torna o resultado imprevisível, misturando entre os candidatos homens rápidos e possantes com contrarrelogistas que se adaptem a esforços curtos. Certo é que os favoritos a ganhar a Volta a Portugal não devem temer a perda de demasiado tempo.

As duas primeiras etapas em linhas, as mais longas da corrida, adivinham-se para sprinters. No dia 2 de agosto a caravana sai de Alcácer do Sal para chegar a Albufeira, depois de disputados 191,8 quilómetros. No dia seguinte viagem é de 195,3 quilómetros, desde Beja até Portalegre. Em ambas as jornadas o vento pode assumir forte protagonismo, no atravessamento do Alentejo, embora na primeira etapa a expedição seja pelo litoral, enquanto na segunda é pelo interior, o que poderá adicionar calor tórrido à equação.

A terceira etapa, com o alto patrocínio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, é a “Etapa da Vida”, homenageando as pessoas e os territórios atingidos pelos incêndios de 2017. A partida será na Sertã e a chegada em Oliveira do Hospital. Os 175,9 quilómetros atravessam cinco contagens de montanha, uma de segunda, duas de terceira e duas de quarta categoria, constituindo o primeiro desafio orográfico da edição de 2018.

A quarta tirada é uma das etapas-rainhas da 80.ª Volta a Portugal, ligando a Guarda às Penhas da Saúde. A meta coincide com um prémio de montanha de categoria especial (12,3 quilómetros a subir, desde a Covilhã, com uma inclinação média de 7,45 por cento). Antes da subida final, os corredores terão de enfrentar a escalada de categoria especial, de Seia para a Torre (27 quilómetros a 5,21 por cento), e uma subida de terceira categoria (6,4 quilómetros a 4,39 por cento).

Já com a classificação geral certamente muito estratificada, chega a quinta etapa. Prevalecendo a lógica, a viagem de 191,7 quilómetros, entre Sabugal e Viseu, será uma etapa para sprinters ou para fugitivos aos quais o pelotão dê margem suficiente para trocarem as voltas aos homens mais rápidos. É na cidade de Viriato que o pelotão vai beneficiar do dia de descanso e que se realiza a “Etapa da Volta”, prova aberta, que permite a todos os populares entrarem no espírito da Volta a Portugal.

A segunda metade da corrida, com dureza crescente, começa com a sexta etapa, no dia 8 de agosto. É uma ligação de 165,4 quilómetros, entre Sernancelhe e Boticas, que esconde três contagens de montanha de terceira categoria e uma de primeira. A mais dura é uma subida de 5 quilómetros com inclinação média de 8 por cento, cujo ponto mais alto dista apenas 16,6 quilómetros da meta.

A sétima etapa começa em Montalegre e termina, depois de vencidos 165,5 quilómetros, no monte de Santa Luzia, Viana do Castelo. A chegada é simultaneamente um prémio de montanha de terceira categoria, ideal para provocar alguns cortes de tempo, talvez menos do que no passado, devido à ausência de bonificações.

Braga é o palco para o final da nona etapa, que tem 147,6 quilómetros e começa na vizinha cidade de Barcelos. A passagem pelo Sameiro, a 8,4 quilómetros do final, poderá criar dificuldades, embora nas últimas vezes que foi experimentado este formato tenham prevalecido a força dos sprinters.

A etapa mais aguardada é a nona e penúltima. Pela primeira vez em muitos anos, a Senhora da Graça aparece colocada no final da Volta, tornando-se, assim, mais difícil, pois será abordada por um pelotão já muito desgastado. Espera-se, pois, que provoque mais diferenças do que vem sendo hábito. Algo que poderá ser potenciado por um percurso com um nível de dureza mais elevado do que nos anos mais recentes.

A tirada começa e Felgueiras e termina, após 155,2 quilómetros, no cone do Monte Farinha, a popular Senhora da Graça, concelho de Felgueiras. Os ciclistas terão de subir três prémios de montanha de primeira categoria nos últimos 60 quilómetros: Alto da Barra (13,3 quilómetros a 5,77 por cento), Barreiro (9,9 quilómetros a 6,5 por cento) e Senhora da Graça (8,3 quilómetros, a 7,65 por cento).

Se subsistirem dúvidas quanto ao vencedor da 80.ª Volta a Portugal Santander, as mesmas serão eliminadas pela última etapa, um contrarrelógio individual de 17,3 quilómetros, com partida e chegada em Fafe.

 

Equipas

A Volta a Portugal será disputada por 21 equipas, cinco continentais profissionais e 16 de estatuto continental.

 

Continentais Profissionais

Bélgica: WB Aqua Protect Veranclassic

Espanha: Burgos BH, Caja Rural-Seguros RGA, Euskadi Basque Country-Murias

Israel: Israel Cycling Academy

 

Continentais

Portugal: Aviludo-Louletano-Uli, Efapel, LA Alumínios, Liberty Seguros-Carglass, Miranda-Mortágua, Rádio Popular-Boavista, Sporting-Tavira, Vito-Feirense-BlackJack, W52-FC Porto

Albânia: Amore & Vita-Prodir

Austrália: St. George Continental Cycling Team

Bélgica: Tarteletto-Isorex

Equador: Team Ecuador

Luxemburgo: Team Differdange Losch

Noruega: Team Coop

Roménia: Mstina Focus

 

Percurso da prova em http://www.fpciclismo.pt/ficheirossite/29062018132134.pdf

 

Ademar Dias

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