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ASAE doou 3,6 toneladas de bens alimentares a instituições

No ano passado foram doadas 32.100 unidades e 1.900 litros de produtos alimentares em todos os distritos de Portugal continental e avaliadas em 34.218 euros.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) doou no ano passado 3,6 toneladas de bens alimentares e 7.800 peças de vestuário e complementos a 89 entidades de vários concelhos de Portugal continental.

Segundo os dados da ASAE, no ano passado foram doadas 3,6 toneladas, 32.100 unidades e 1.900 litros de produtos alimentares em todos os distritos de Portugal continental e avaliadas em 34.218 euros.

Em 2017, foram também doadas 7.800 peças de vestuário e complementos e outros produtos não alimentares a instituições no valor de 113.040 euros.

Os produtos não alimentares representam 77% das doações e os bens alimentares 23%.

A ASAE aponta que das 89 doações, 19 foram de natureza alimentar e 70 não-alimentar. Faro, Lisboa e Coimbra foram os distritos onde houve mais instituições a receber bens doados (mais de 10).

De acordo com a ASAE, entre as entidades que receberam doações estão instituições públicas e de reinserção social, de apoio à família e comunidade, de apoio a crianças e jovens, apoio na velhice, invalidez, de conservação das espécies e habitats, apoio na deficiência e incapacidade, de resposta social de instituição religiosa local, de apoio e defesa dos animais e de resposta social de instituição de âmbito nacional.

Em 2016, a ASAE tinha feito 97 doações, que incluíram 4,4 toneladas de bens alimentares e mais de 14.000 bens económicos a 70 entidades de 47 concelhos dos 18 distritos de Portugal continental.

 

Apreensões superiores a 16 milhões

A ASAE fiscalizou em 2017 mais de 44 mil operadores, instaurou mais de mil processos-crime e fez apreensões superiores a 16 milhões de euros.

Em entrevista à agência Lusa, o inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, adiantou que no ano passado, a entidade fiscalizou 44.196 agentes económicos de que resultaram 322 detenções, 1.032 processos-crime e 411 alvos suspensos.

Segundo os dados da ASAE, em 2017 foram também instaurados 6.731 processos de contraordenação (multas), mais 482 do que em igual período de 2016.

Em 2017, foram feitas apreensões no valor de 16.464.328 euros, um aumento relativamente a 2016 (12.327.188).

“Temos um valor na casa dos 16 milhões e meio de material apreendido contrastando com 2014 onde havia uma taxa de incumprimento maior. Em relação a 2016 temos um aumento de quatro milhões”, disse.

No que diz respeito à taxa de incumprimento, segundo Pedro Portugal Gaspar, adiantou que em 2017 manteve-se nos 18%, valor que já tinha sido registado em 2016 e 2015.

“Nos primeiros cinco anos da sua atividade, a ASAE tinha uma taxa de incumprimento acima dos 25% e nos últimos dois anos tem-se situado abaixo dos 25%, o que já é um indicador interessante de médio/ longo prazo, o que revela as tendências do mercado português e da sociedade portuguesa”, disse.

No entender do inspetor-geral da ASAE, esta estabilização da taxa de incumprimento revela também consistência na atuação e uma maior preparação dos agentes económicos.

Pedro Portugal Gaspar salientou também que a ASAE hoje “já não é só a ASAE dos cafés e feiras”.

“Continuamos a atuar em feiras e cafés, mas hoje é muito mais relevante atuar na fábrica ilegal que abastece essa feira e o veículo que leva o produto à feira. (…). É esta cadeia toda que se pretende. Apreendemos só em entrepostos mais de 10 toneladas e isto explica a maior parte dos valores apreendidos em 2017”, disse.

Durante o ano de 2017 foram recebidas na ASAE 21.167 denúncias e feitas 171.183 reclamações no âmbito do Livro de reclamações.

O inspetor-geral daquele órgão de polícia criminal adiantou também à lusa que em 2017 continuou a cooperação com as Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Há um fórum das inspeções do espaço da CPLP e a ASAE detém a presidência até setembro. A cooperação tem funcionado muito bem. Trocamos informações vamos ao países dar cursos e eles vêm cá fazer formação. (…). Conseguimos também inaugurar um esforço inspetivo, ações concertadas à mesma hora e no mesmo dia por exemplo na restauração anexa a hotéis e nas lojas dos freeshops dos aeroportos”, disse.

Pedro Portugal Gaspar lembrou a recente colaboração das autoridades de Cabo Verde numa investigação em Portugal como grogue (bebida típica de Cabo Verde) que era produzia em Portugal de forma incorreta.

“Queremos que a cooperação seja mantida no futuro pois há que garantir a autenticidade dos produtos nos mercados lusófonos internacionais”, concluiu.

 

Ademar Dias

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