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Encontro discutiu Cuidados Continuados Integrados do Algarve

A importância do trabalho em parceria em destaque no Encontro Regional de Cuidados Continuados Integrados do Algarve que decorreu em São Brás de Alportel.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

O papel das estruturas que compõem a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados do Algarve na implementação de estratégias comuns de proximidade e centrado nas necessidades das pessoas, no âmbito da prestação de cuidados de saúde na comunidade, num contexto integrado, e os atuais desafios para cuidadores formais e informais, foram alguns dos temas que estiveram em debate no Encontro Regional de Cuidados Continuados, promovido pela ARS Algarve, e que juntou cerca de uma centena e meia de profissionais de saúde, do setor social, de IPSS e de autarquias, no dia 9 de abril de 2019, no Museu do Traje em São Brás de Alportel.

No decorrer da sessão de abertura, que contou com a presença de Fernanda Faleiro, Coordenadora Regional dos Cuidados Continuados Integrados do Algarve, de Margarida Flores, Diretora do Centro Distrital de Faro do Instituto de Segurança Social, de Paulo Morgado, Presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, de Vítor Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, e de Miguel Fausto, Coordenador da Comissão Nacional da RNCCI em representação do Ministério da Saúde, foi destacada a importância do diálogo e da colaboração entre as várias estruturas que compõem a RNCCI para a implementação de estratégias comuns que envolvam a Saúde, a Segurança Social, as IPSS, as autarquias e os prestadores da RNCCI para, em conjunto, assegurarem uma intervenção social cada vez mais efetiva e centrada nas necessidades das pessoas.

Na sua intervenção o Presidente da ARS Algarve, elogiou o trabalho desenvolvido no Algarve, que é umas das regiões do país com melhor cobertura da RNCCI. «Este encontro demonstra a vitalidade da rede a nível regional. Neste momento no Algarve temos 535 camas divididas pelas diferentes tipologias e temos uma das melhores taxas de cobertura em termos demográficos a nível nacional», enalteceu, salientando que, 13 anos após a criação da RNCCI, o desenvolvimento da rede de cuidados continuados integrados «deve-se ao envolvimento de todos, desde os ministérios da saúde e do trabalho e da solidariedade social, das instituições do terceiro setor, das autarquias».

Realçando o empenho da ARS Algarve no reforço das parcerias com as várias entidades envolvidas na RNCCI para criarem as condições para garantir cada vez mais e melhores respostas à comunidade e aos cidadãos, Paulo Morgado sublinhou o papel essencial que as autarquias poderão assumir na procura destas respostas integradas.

«As autarquias, até por força da nova legislação, terão uma voz cada vez mais ativa naquilo que são as definições das políticas de saúde que têm impacto muito significativo na qualidade de vida dos cidadãos e que depende de todos nós», defendeu, lembrando que «a qualidade de vida e a saúde depende de todos. Só com o esforço de todos é que podemos levar mais saúde aos nossos cidadãos, desde logo aqueles que são os mais frágeis».

Um desafio que Vítor Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, aceita, sublinhando a importância das autarquias na área da saúde pela sua proximidade da população. «Os avanços da medicina e da sociedade têm permitido que tenhamos uma população cada vez mais idosa e com mais necessidades. Toda a comunidade tem uma responsabilidade para resolver estes problemas. As parcerias são essenciais. Cabe a todos nós trabalharmos em conjunto de forma proativa para resolver os problemas e as necessidades reais da população e torná-la mais feliz», defendeu, mostrando total disponibilidade para continuar a trabalhar em articulação com a Saúde em prol da melhoria da prestação de cuidados à população do concelho de São Brás de Alportel.

No mesmo âmbito, Margarida Flores, Diretora do Centro Distrital de Faro do Instituto de Segurança Social, realçando que «os cuidados continuados integrados são um exercício de cidadania e de responsabilidade partilhada pelas equipas multidisciplinares que existem na comunidade e que exigem uma intervenção concertada nas múltiplas variáveis da pessoa enquanto ser humano», defendeu que «devemos olhar sempre para o cidadão» para que, em conjunto, se encontrem as respostas adequadas para as necessidades das pessoas.

Por seu lado, Miguel Fausto, Coordenador da Comissão Nacional da RNCCI em representação do Ministério da Saúde, congratulando a equipa Coordenadora Regional dos Cuidados Continuados Integrados do Algarve pela organização deste encontro, destacou a importância que este tipo de iniciativas assumem para fortalecer a articulação entre a Saúde e a Segurança Social.

Miguel Fausto realçou que «o novo modelo de trabalho conjunto com a responsável da segurança social» é positivo para fazer crescer a rede. «O espírito da rede é um espírito conjunto da saúde com a segurança social. Esta é uma rede de parcerias. As parcerias encontram-se na saúde, na segurança social, nas autarquias, nas IPSS, no público, no privado, ou seja, todos são necessários para responder aos cuidados daqueles cidadãos que estão em situação de dependência e que necessitam desta rede», frisou dando como exemplo «a inclusão das autarquias como parceiros, dada a sua importância na prestação de cuidados de saúde de proximidade».

No mesmo sentido, Ana Gomes, Coordenadora Nacional para a Reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados Continuados Integrados, em representação do Ministério do Trabalho, abordando os principais desafios que se colocam atualmente à RNCCI, defendeu a importância de manter «a centralidade de todo o nosso trabalho conjunto nas necessidades das pessoas» e de continuarmos a apostar na «qualidade, na qualificação dos profissionais, na sustentabilidade das unidades existentes, na equidade, na promoção do direito das pessoas».

Fernanda Faleiro, Coordenadora da ECRCCI do Algarve, traçando uma breve perspetiva sobre a evolução da RNCCI no Algarve, sublinhou a importância que a mesma assume no atual contexto sócio demográfico da nossa sociedade (envelhecimento, aumento das doenças crónicas e alterações das dinâmicas familiares) e a necessidade dos nossos serviços se adaptarem para garantirmos uma resposta integrada, articulada e centrada nas necessidades dos nossos utentes.

«Os cuidados continuados integrados só poderão ser eficientes se pensados num contexto integrado, quer com os dois níveis de cuidados, hospitalares e cuidados de saúde primários, quer com os vários parceiros sociais e comunitários quer ainda com os contextos individuais/familiares dos utentes», defendeu Fernanda Faleiro.

O Papel das autarquias na articulação e integração dos cuidados de saúde na comunidade esteve em debate no painel moderado pela Vogal do Conselho Diretivo da ARS Algarve, Josélia Gonçalves, onde o Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Vitor Guerreiro, e a Coordenadora da UCC Al-Portellus, Cidália Palma deram alguns exemplos do trabalho desenvolvido em parceria em projetos locais de promoção da saúde no concelho de São Brás de Alportel.

De seguida, o Presidente da ARS Algarve, Paulo Morgado, apresentou o projeto das Unidades Móveis de Saúde + Proximidade, cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no âmbito do Programa Operacional (PO) CRESC Algarve 2020 e que visa reforçar os cuidados de saúde de proximidade do SNS em dez concelhos da região.

Intitulado «Unidades de internamento, famílias e cuidadores informais – a proximidade aos contextos», o painel da tarde, moderado pelo médico Renato Santos da ECRCCI do Algarve, foi dedicado à apresentação de três exemplos de boas práticas implementadas pelas unidades de internamento, nomeadamente, pela Unidade de Convalescença de Loulé com o projeto «Cuidando com afetos», pela Unidade de Longa Duração e Manutenção de Vila Real de Santo António que abordou o papel da família atual como um novo desafio na preparação da alta, e a Unidade de Longa Duração e Manutenção de Estômbar que deu a conhecer a sua experiência num «caso de sucesso – da RNCCI à partilha de habitação».

No final do encontro, a coordenadora da ECRCCI, Fernanda Faleiro, agradecendo o apoio da autarquia de São de Brás de Alportel na organização do evento e a presença dos dois coordenadores nacionais da RNCCI, Miguel Fausto e Ana Gomes, e de todos os participantes, sublinhou a importância destas iniciativas para fomentar a partilha de experiências e do trabalho desenvolvido pela ECRCCI em parceria com todos os interlocutores (ECL, EGAS, ECCIs, UCCIs e outros) e as diversas estruturas da rede, de forma, a manter o espírito de equipa e parceria que tem assumido, ao longo dos últimos anos, um papel fundamental para o reforço da qualidade destes cuidados na região.

 

Ademar Dias

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