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Equipas de Prevenção da Violência em Adultos em debate

A importância das Equipas de Prevenção da Violência em Adultos em debate em reunião de trabalho com a Secretária de Estado da Saúde.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

Profissionais de saúde das Equipas de Prevenção da Violência em Adultos (EPVA) da Administração Regional de Saúde do Algarve e do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, dirigentes da ARS Algarve, do CHUA e dos Agrupamentos de Centros de Saúde, participaram esta terça-feira, dia 7 de maio, numa reunião de trabalho, no auditório do CHUA – unidade de Faro, presidida pela Secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, com o objetivo de fomentar a partilha de boas práticas destas equipas no domínio da prevenção e combate à violência no ciclo de vida, nomeadamente da violência de género e violência doméstica, tanto a nível dos cuidados de saúde primários como dos cuidados hospitalares.

No decorrer da sessão de abertura, que contou com a presença do Presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, Paulo Morgado, do Vogal do Conselho de Administração do CHUA, Hugo Nunes, do Coordenador Nacional do Grupo de Acompanhamento da ASGVCV, Vasco Prazeres, da representante da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Cláudia Mateus, a Secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, destacou a importância destas reuniões para sensibilizar os profissionais de saúde para esta problemática e reforçar o papel das EPVA na sinalização e prevenção de casos de violência doméstica e violência de género.

A Secretária de Estado da Saúde lembrou que «quando avaliamos retrospetivamente os casos de violência doméstica, verificamos que a grande maioria destas pessoas, particularmente, as vitimas de violência doméstica recorreram diversas vezes aos serviços de saúde e os profissionais não se aperceberam», defendendo, por isso, que «é fundamental que os profissionais estejam cada vez mais preparados para identificar e orientar devidamente estes casos, de acordo com os protocolos para evitar situações futuras».

Sendo esta uma questão delicada e que causa a morte a um elevado número de pessoas, a Secretária de Estado da Saúde destacou que «é uma responsabilidade de todos e cada um de nós, enquanto cidadãos, de estarmos atentos», reforçando que é necessário continuar a apostar na sensibilização dos profissionais de saúde e dos nossos utentes e dar a conhecer a existência e o trabalho desenvolvido pelas EPVA. O objetivo não é imputar responsabilidades aos profissionais, mas sim evitar que estes casos se repitam».

Na sua intervenção, Raquel Duarte aproveitou ainda o momento para elogiar os profissionais de saúde do Algarve por terem sido «os primeiros a trabalharem na violência no adulto», sendo «um exemplo para o resto do país».

Neste âmbito, o Presidente da ARS Algarve, Paulo Morgado, lembrou que «a violência existe e sempre existiu, e que no seu entender, «não estará a aumentar, o que estará a aumentar é a consciência de que todos vamos tendo de que a violência existe porque ela vem à superfície com a cada vez maior mediatização dos casos».

Salientando que «não poderemos ter a ilusão de acabar com a violência, Paulo Morgado defendeu que «todos temos que ter a consciência de que a violência é um problema de saúde pública que pode e deve ser prevenido e cujas consequências podem ser evitadas. Todos nós, enquanto sociedade, temos um papel a desempenhar, mas que responsabiliza de sobremaneira os serviços de saúde e o SNS tem uma enorme responsabilidade na prevenção da violência e no apoio às vítimas de violência doméstica e às suas famílias».

Por seu lado, o Vogal do CA do CHUA, Hugo Nunes, destacou o papel dos profissionais de saúde e a importância de reforçar a sensibilidade que devemos dar a esta problemática para que cada um de nós consiga lidar cada vez melhor com estas situações, assumindo o compromisso do Centro Hospitalar Universitário do Algarve no reforço e organização dos serviços hospitalares em articulação com as diversas equipas EPVA existentes.

No mesmo âmbito, o Coordenador da Ação de Saúde para Crianças e Jovens em Risco (ASJR) e Ação de Saúde sobre Género, Violência e Ciclo de Vida (ASGVCV) da Direção Geral da Saúde, Vasco Prazeres, elogiando o trabalho desenvolvido no Algarve pela equipa de profissionais da Saúde em colaboração com as restantes entidades parceiras, realçou a evolução e o percurso a que temos assistido nesta área específica e abrangente da violência, sublinhando a importância de «um envolvimento cada vez maior e imprescindível de todas as instituições para a produção de trabalho efetivo da prevenção da violência e maus tratos ao longo do ciclo da vida».

A representante da CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (Núcleo de Prevenção da Violência Doméstica/ Violência de Género), Cláudia Mateus, sublinhou que «estes momentos são extremamente importantes para partilharmos experiências, perceber quais os manuais, que procedimentos existem e, em conjunto, sabermos como é que podemos ajudar e a intervir cada vez melhor nestas situações», aproveitando de seguida para dar a conhecer como é que funciona da Rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica, da qual o Algarve faz parte.

No decorrer da reunião a Interlocutora Regional da ARS Algarve na Ação de Saúde sobre Género, Violência e Ciclo de Vida, Marta Chaves, fez um balanço do trabalho desenvolvido pelas EPVA no Algarve, seguindo-se a apresentação de alguns casos e exemplos de boas práticas por parte de duas das equipas da região, a EPVA de Lagoa pela psicóloga Ana Franco e a EPVA de Olhão pela técnica de serviço social Sofia Cadete.

De destacar o trabalho desenvolvido pela ARS Algarve nesta área nos últimos anos tanto pelo Grupo de Trabalho de Violência ao Longo do Ciclo de Vida da ARS Algarve como pela Ação de Saúde para Crianças e Jovens em Risco (ASJR) e pela (ASGVCV), contando atualmente com uma rede de catorze Equipas para a Prevenção da Violência nos Adultos (EPVA) (doze nos Centros de Saúde e duas Hospitalares), e quinze Núcleos de Apoio às Crianças e Jovens em Risco (treze nos Centros de Saúde e dois Hospitalares) que asseguram toda a cobertura geográfica da região tanto nos cuidados de saúde primários como hospitalares.

Esta reunião promovida pela ARS Algarve no âmbito da Ação de Saúde sobre Género, Violência e Ciclo de Vida, é uma iniciativa conjunta da Secretária de Estado da Saúde e da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, e envolve também a Direção-Geral da Saúde, as Interlocutoras Regionais e irá decorrer em todas as ARS.

 

Ademar Dias

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