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Fórum para a Competitividade diz que PIB podia estar a crescer 4% dada a subida do emprego

O Fórum para a Competitividade acredita que com o atual nível de crescimento do emprego “o PIB podia estar a crescer 4%”, de acordo com a nota de conjuntura de fevereiro, publicada pela entidade.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

O Fórum para a Competitividade acredita que com o atual nível de crescimento do emprego “o PIB [Produto Interno Bruto] podia estar a crescer 4%”, de acordo com a nota de conjuntura de fevereiro, publicada pela entidade.

“O emprego, em termos de contas nacionais, cresceu 2,3% em 2018, mais do que a subida de 2,1% do PIB. Ou seja, a produtividade caiu 0,2%”, salientou o Fórum, detalhando que face ao quarto trimestre, a performance foi semelhante, com o emprego a aumentar “1,9% face a uma subida de 1,7% do PIB”.

A nota, assinada por Pedro Braz Teixeira, diretor do gabinete de estudos da entidade, conclui, por isso, que “se a produtividade também estivesse a subir, como acontece com os países no nosso nível de desenvolvimento, o PIB podia estar a crescer 4%”.

O Fórum alerta para a distância entre Portugal e o resto da Europa. “Em 2018, Portugal cresceu 2,1% enquanto a UE [União Europeia] cresceu 1,9%. No entanto, enquanto no nosso país a produtividade caiu 0,2%, na UE houve um aumento de cerca de 0,9% (estimativa da Comissão Europeia, de novembro de 2018). Ou seja, em termos do que verdadeiramente interessa, estamos a divergir”, salientou a mesma nota.

Aliás, segundo o organismo, no que diz respeito à evolução do PIB “uma convergência de duas décimas por ano significa que demoraríamos 130 anos para atingir a média da UE e vinte anos para regressar à posição relativa de 2000 (quarenta anos perdidos), dado que o nosso PIB per capita é de 74% da média europeia”.

A nota de conjuntura realça ainda que no ano passado apenas a Grécia teve um pior desempenho “com a agravante de que em 2019 e 2020 até este país crescerá mais” do que Portugal.

O Fórum analisa ainda a desaceleração da economia portuguesa no quarto trimestre, que “foi um pouco pior” do que o esperado: “1,7% face ao intervalo estimado entre 1,8% e 2,0%”. “É certo que o ambiente externo é de desaceleração, mas o mau comportamento das exportações resulta sobretudo da disrupção nos portos, que não se deverá repetir nos trimestres seguintes”, garantiu a entidade.

Para o Fórum, a evolução do conjunto do ano, com um crescimento de 2,1%, ou seja, “uma clara desaceleração” face aos 2,8% de 2017, não foi “surpresa”. As medidas propostas pelo organismo para contrariar esta desaceleração passam por alterar políticas de formação profissional, por acelerar licenciamentos e pela redução drástica dos prazos de pagamento do Estado.

Na mesma nota, o Fórum alertou ainda para o abrandamento das exportações, sobretudo de serviços de turismo, “que poderá colocar em causa a preservação de saldos externos positivos já em 2019”.

Em 2018, “o saldo das balanças corrente e de capital foi de 903 milhões de euros (0,5% do PIB), pouco mais de um terço do excedente de 2699 milhões de 2017”, recordou o organismo.

 

Ademar Dias

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