Festival MED anuncia três estreias absolutas em Portugal

Niyaz (Irão), Boogat (México/Canadá) e Delgres (Guadalupe/França) são os três nomes multipremiados que irão juntar-se aos primeiros doze artistas já anunciados e que farão parte do cartaz da 14ª edição do Festival MED.

Niyaz (Irão), Boogat (México/Canadá) e Delgres (Guadalupe/França) são os três nomes multipremiados que irão juntar-se aos primeiros doze artistas já anunciados e que farão parte do cartaz da 14ª edição do Festival MED. O público terá a oportunidade de assistir a três estreias absolutas em Portugal.

Considerada como uma “força evolutiva na música contemporânea do Médio Oriente”, Niyaz criou uma visão atual de fusão entre a eletrónica, a poesia Sufi medieval, a música tradicional do Irão e do Golfo Pérsico com uma forte componente de instrumentos acústicos.

Fundado em 2004, em Montreal, o grupo junta a vocalista e compositora nomeada duas vezes para o Juno Award, Azam Ali, e o multi-instrumentista e compositor, também ele nomeado para os Juno Awards, Loga Ramin Torkian. Os 3 álbuns, editados pela Six Degrees Records, estrearam-se no primeiro lugar do iTunes e receberam excelentes críticas por parte da imprensa especializada.

Em 2015, foi lançado o quarto álbum, “The Fourth Light”, um tributo à primeira mulher Sufi, a poetisa Rabia Al Basri, que nasceu no Iraque no século VII.

Boogat é um músico canadiano, com origens mexicanas e paraguaias, que funde o Hip-Hop a vários estilos de música latina como a Cumbia ou o Reggaeton. Iniciou a carreira na língua francesa mas, após colaborar com o grupo Roberto Lopez Project e o produtor Poirier, passou a usar a língua como veículo de expressão musical, o que lhe abriu portas para uma série de colaborações com prestigiados artistas da América Latina.

Com o álbum “Neo-Reconquista” venceu o “World Music Album of the Year” no Juno Award e no Félix Award. Este trabalho, lançado em 2015, contou com as colaborações de La Yegros, Sonido Pesa’o e Pierre Kwenders.

Da Guadalupe ao Louisiana… ao delta do Mississipi, Delgres é o elo perdido do Blues. Com sua música de raízes profundas, íntima embora universal, Delgres “resgata a memória das músicas, dos sons e das lágrimas das almas perdidas de Nova Orleães”.

Nascido em Paris, filho de pais caribenhos, Pascal Danae tem mapeado o seu amor intuitivo pelo blues de volta à sua casa ancestral de Guadalupe. Deu o nome a este trio em homenagem a Louis Delgrès, o oficial de ascendência africana que deu sua vida na Ilha de Guadalupe, na luta contra Napoleão quando este, em 1802, tentou repor a escravidão, através da repressão e exílio de muitos que fugiram para o Louisiana. O contributo que esses exilados afro-caribenhos tiveram para o nascimento do blues serviu de fonte de inspiração para a música dos Delgres.

Estes três nomes juntam-se aos já anunciados Ana Moura, Rodrigo Leão, Fábia Rebordão e Marta Ren (Portugal), Throes + The Shine (Portugal/Angola), Rachid Taha (Argélia), Fanfare Ciocarlia (Roménia), BNegão (Brasil), Tout-Puissant Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin), Canzoniere Grecanico Salentino (Itália), Akua Naru (Estados Unidos) e Mayra Andradde (Cabo Verde).

Recorde-se que o Festival MED foi recentemente distinguido como o Melhor Festival de Média Dimensão (“Best Medium Sized Festival”) da Península Ibérica, no âmbito dos Iberian Festival Awards.

Todas as informações em https://www.facebook.com/festivalmedloule/

 

Ademar Dias

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