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Há mais de 2 mil pessoas à espera de transplante

Taxa de utilização de órgãos subiu mas muitos são ainda desaproveitados. Especialistas consideram que é possível aumentar transplantes de dadores vivos.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

No final de 2018, esperavam por um transplante (que, em muitos casos, seria decisivo para lhes salvar a vida) 2186 pessoas. Ainda assim, são menos 3% do que no final de 2017. A atividade cirúrgica associada aos transplantes está a aumentar: nos primeiros sete meses de 2019, o número de transplantes aumentou 8%, o que corresponde a mais 36 doações em relação ao mesmo período do ano passado.

Depois de no ano passado a idade média dos dadores falecidos ter atingido o valor mais alto de sempre (58,6 anos), este ano está em queda para 55,9 anos. Por um lado, esta evolução é positiva, uma vez que órgãos mais jovens aumentam a taxa de sucesso do transplante e diminuem o risco de rejeição ou complicações futuras. Outro dado positivo que se retira dos dados do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) é o aumento das taxas de utilização, de 74% para 79%. Ainda assim, morreram 76 pessoas no ano passado à espera de um transplante.

Ao longo dos últimos anos, têm-se multiplicado os projetos para aumentar o número de órgãos em stock, sobretudo rins. Um exemplo disso mesmo é o programa de colheita em dadores em paragem cardiocirculatória, que funciona desde 2016 no Centro Hospitalar de São João e desde 2018 também na no Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Para Susana Sampaio, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, o caminho para aumentar os transplantes passa por uma melhor sinalização de potenciais dadores internados em Unidades de Cuidados Intensivos, uma maior sensibilização dos dadores vivos e um no alargamento dos critérios no caso de dadores em morte cardiocirculatória. Neste último caso, os médicos só estão autorizados a recolher órgãos de pessoas que sofram uma paragem cardíaca súbita na via pública e não dos doentes que estejam em estado crítico nos hospitais e em que se decida suspender as medidas de suporte de vida.

Do total de 506 transplantes realizados de janeiro a julho deste ano, apenas 42 correspondem a dadores vivos. Um valor que é possível melhorar de forma considerável, consideram os especialistas. Para isso, é também necessário corrigir alguns aspetos, como o facto de o dador receber apenas 60% do vencimento quando está de baixo a recuperar da cirurgia.

 

Ademar Dias

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