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INE apresenta dados do desemprego

Os serviços são o setor que atraiu mais profissionais entre 2018 e 2019. Por outro lado, os serviços financeiros e de seguros foram o que mais perdeu, mais até do que o setor agrícola, revela o INE.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

O INE revelou que a taxa de desemprego em Portugal desceu apenas 0,5% em 2019, falhando a meta do Governo. Apesar das discretas melhorias, há setores que continuam a atrair e a perder empregos, e alguns que não têm sofrido grandes alterações ao longo do tempo. O setor primário — da agricultura e pecuária — continua a perder empregos, e o setor dos serviços foi o que gerou mais empregos, entre o último trimestre de 2018 e o mesmo período de 2019.

No ano passado, a população empregada aumentou 1,0% (+46,4 mil), atingindo as 4.913,1 mil pessoas no conjunto do ano, revelam os mesmos dados do INE.

 

Setor primário perde empregos e secundário ganha

Entre 2018 e 2019, a percentagem de população empregada no setor da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, caiu 8,2%, passando de 294,2 mil para 270,1 mil trabalhadores no espaço de um ano. De acordo com o INE, continua a haver mais homens do que mulheres a trabalhar neste setor e, em 2019, estavam empregados neste setor 182,6 mil homens e 87,5 mil mulheres.

Por outro lado, o setor da indústria, construção, energia e água, teve uma subida ligeira e ganhou alguns postos de trabalho, com mais 3,2 mil pessoas empregada entre 2018 e 2019. O mesmo aconteceu com as indústrias transformadoras, com exceção do setor da construção, que perdeu 2,4 mil profissionais.

 

Serviços continuam a gerar mais emprego. Finanças e seguros são quem mais perde

No setor terciário — o setor dos serviços — a curva é ascendente, porque conseguiu gerar 67,3 mil empregos no espaço de um ano, o equivalente a mais 2% no espaço de um ano. Nos serviços, as atividades de informação e de comunicação foram o único setor que ficou acima dos 10%, e que gerou 12,7 mil postos de trabalho entre 2018 e 2019. Por outro lado, as atividades financeiras e de seguros foram o setor que mais perdeu (-12,4%), ou seja, registou menos 14 mil profissionais.

Acima dos 8% de aumento, encontramos ainda as atividades imobiliárias, a gerar mais 3,9 mil empregos; as atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares, com mais 17,8 mil empregos; e as atividades administrativas e serviços de apoio, que conseguiram criar mais 14,1 mil postos de trabalho.

O setor do comércio por grosso e a retalho e a reparação de veículos automóveis e motociclos, também cresceu, apesar de se manter perto dos 700 mil empregados desde 2015. Entre 2018 e 2019, este setor gerou 8,5 mil empregos. Nos transportes e armazenagem, foram gerados 12,1 mil empregos e a saúde e apoio social ganhou 23,5 mil pessoas empregadas no setor. Outros tipos de serviços, refere o INE, foram responsáveis pela criação de 17 mil postos de trabalho durante o ano.

Além do financeiro, nos setores do alojamento, restauração e a educação, também se perderam profissionais. No setor mais ligado ao turismo, perderam-se 7,7 mil profissionais no espaço de um ano; e na educação, registou-se uma baixa de 7,6 mil empregos.

As atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas, surgem no fim da lista, e desde 2015 que o número total de pessoas empregadas no setor não consegue ultrapassar os 70 mil profissionais. Com um aumento de 1%, este setor das artes empregou apenas mais 700 profissionais empregados nesta área, entre os dois trimestres.

 

Ademar Dias

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