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Pedro Alves da Veiga traz a Faro “Transmutações Generativas”

Na Galeria Trem, em Faro, pode ver a exposição “Transmutações Generativas”, de Pedro Alves da Veiga, artista e colaborador do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Universidade do Algarve.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

Na Galeria Trem, em Faro, pode ver a exposição “Transmutações Generativas”, de Pedro Alves da Veiga, artista e colaborador do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Universidade do Algarve.

A exposição, que estará patente ao público até ao dia 16 de março, inclui duas instalações do autor: Alchimia e Ommandala que convidam à interação e à descoberta a partir do som ou da imagem.

Alchimia é uma instalação projetada com base no fascínio humano pelo autorreflexo, remontando ao mito de Narciso, ou às várias interpretações artísticas – retratos de todas as eras – mais recentemente materializadas na selfie omnipresente. A Alchimia estimula o público com visualizações dos seus próprios rostos, processados e alterados, fora do seu controle estético mas, ainda assim, retratando-os reconhecidamente. Numa época em que o racismo, a igualdade de género, as migrações, a transexualidade e a cultura são objeto de tantas controvérsias, em que até o próprio software utilizado para a deteção e reconhecimento facial é questionado, Alchimia transforma cada rosto detetado, atribuindo-lhes traços diferentes: homem, mulher, andrógino, máscara tribal, novo, velho, indescritível, cómico, aterrorizador.

Ommandala nasceu como uma representação do nosso cosmos doméstico. Esta instalação recorre ao som como única fonte de interação, regenerando-se em função dos sons, e oferecendo uma nova coleção de estímulos. A mandala é um símbolo espiritual e ritual nas religiões Hindus. Representa o universo e é construída de acordo com um conjunto de regras bem definido, tal como a arte generativa. Originalmente as mandalas eram usadas para focalizar a atenção dos praticantes e adeptos, como ferramentas auxiliares de orientação, e para estabelecer um espaço sagrado, ajudando na indução de transes. O Om ou Aum é o som sagrado e um ícone espiritual, bem como o mantra mais importante do hinduísmo. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o som do universo e a semente que fecunda os outros mantras. Desta forma representa aqui também o som gerador, já que é através do som que Ommandala reage à presença humana.

 

Sobre o artista:

Pedro Alves da Veiga é um investigador e artista transdisciplinar, licenciado em Engenharia Informática pela FCT-UNL. Atualmente é doutorando em Média-Arte Digital e investigador do Centro de Investigação em Artes e Comunicação, desenvolvendo ainda atividade artística em assemblage, programação criativa generativa e audiovisuais digitais. As suas obras de média-arte digital já foram exibidas em festivais (Paratissima 2016, Lisboa; Heritales 2016, Évora e Bienal de Arte de Cerveira, 2015) conferências (Artech 2017, Macau; Expressive CAe 2016 e Ciência 2016, Lisboa) e noutros espaços de exposição (Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, Amadora; Fábrica Braço de Prata, Lisboa).

 

Ademar Dias

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