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Proteção Civil do Algarve pede serviços mínimos de combustível ao Governo

A Comissão Distrital de Proteção Civil de Faro recomendou hoje ao Governo que sejam alargados ao Algarve os serviços mínimos decretados no âmbito da greve dos motoristas de matérias perigosas, disse à Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal.

 

Vidreira Louletano

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A Comissão Distrital de Proteção Civil de Faro recomendou hoje ao Governo que sejam alargados ao Algarve os serviços mínimos decretados no âmbito da greve dos motoristas de matérias perigosas, disse à Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal.

"Face ao levantamento que foi feito da situação na região, recomendámos ao Governo que adote para o Algarve os serviços mínimos que adotou para Lisboa e Porto", disse o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Jorge Botelho.

A Comissão Distrital de Proteção Civil - que congrega, entre outras entidades, os 16 municípios do Algarve, forças de segurança, bombeiros e serviços médicos - esteve reunida hoje de manhã para analisar o impacto da greve dos motoristas de pesados de matérias perigosas no distrito de Faro.

De acordo com Jorge Botelho, a comissão avaliou as reservas de combustível, "para saber onde é que as forças de segurança e de proteção civil se poderiam abastecer dentro do quadro do alerta e, depois de ouvidas também as entidades do turismo, foi decido recomendar ao Governo a extensão dos serviços mínimos para o Algarve".

"Foi feita essa recomendação, uma vez que o Algarve é uma região turística e está num quadro de cerca de um milhão de pessoas em férias nesta época, sendo necessário acautelar as bombas de abastecimento de combustíveis numa situação de serviços mínimos", sublinhou.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder "aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço".

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a "situação de alerta" devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.

A greve dos motoristas de matérias perigosas decorre por tempo indeterminado.

 

In Notícias ao Minuto

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