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Um em cada dez portugueses empregados em risco de pobreza

Segundo o Eurostat, um em cada dez portugueses que estavam empregados em 2018 encontravam-se em risco de pobreza. Estes dados estão em linha com a UE. O flagelo atinge mais homens do que mulheres.

 

Vidreira Louletano

Infiltração Zero

Uma em cada dez pessoas empregadas na União Europeia (UE) estava em risco de pobreza em 2018. Portugal está ligeiramente acima da média europeia mas, em termos absolutos, não sofre alterações. O flagelo é mais frequente nos homens do que nas mulheres.

Em 2018, a taxa de pessoas a trabalhar e em risco de pobreza na Europa foi de 9,5%. Contas feitas, o flagelo afeta um em cada dez europeus, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat.

A Roménia é o país da UE onde esta situação é mais expressiva, com 15% dos romenos a serem afetados. Segue-se o Luxemburgo (13,5%) e Espanha (12,9%). Portugal é o nono país europeu com maior taxa de pessoas empregadas em risco de pobreza (9,7%), muito perto da média dos 28 Estados-membros.

No polo oposto, ou seja, onde há menos pessoas em risco de pobreza está a Finlândia, com apenas 3,1% a serem afetadas. Seguem-se os croatas (5,2%) e os irlandeses (4,9%, sendo que estas são estimativas provisórias).

No que toca ao género, o risco de pobreza difere ligeiramente entre homens e mulheres, já que no período analisado 9,9% dos homens empregados estava em risco de pobreza, em comparação com 9,1% das mulheres. No caso português e como acontece na generalidade dos países europeus, o flagelo afeta mais os homens do que as mulheres, 10,4% e 9%, respetivamente.

 

Risco de pobreza está a aumentar?

Partido da análise do Eurostat, é possível verificar que a parcela de pessoas em risco de pobreza tem vindo a aumentar, já que dez anos antes do período analisado, em 2008, se situava nos 8,6%.

Este aumento foi registado na maioria dos 28 Estados-membros da UE, sendo que a maior subida foi registada no Luxemburgo (mais 4,1 pontos percentuais numa década), seguido pela Itália (3,2 pontos percentuais) e pelo Reino Unido (2,8 pontos percentuais), cujo país deixa esta sexta-feira de fazer parte da UE.

Por outro lado, a maior redução registou-se na Grécia (menos 3,3 pontos percentuais), seguida da Letónia e Roménia, ambos com 2,4 pontos percentuais. No terceiro lugar do pódio está Portugal, com 2,1 pontos percentuais.

 

Ademar Dias

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