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Alunos de Medicina da UAlg prestam apoio na vigilância epidemiológica à COVID-19

A Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve criou uma equipa composta por 27 alunos para dar resposta à pandemia de COVID-19. Estes alunos do Mestrado Integrado em Medicina (MIM), no âmbito dos seus projetos académicos, integram desde o dia 18 de janeiro a equipa da Unidade de Saúde Pública (USP) do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Arco Ribeirinho, que abrange os concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo, no apoio ao rastreio e seguimento de contactos de alto risco da COVID-19.

A orientadora do projeto, Ana Pinto de Oliveira, médica especialista em Saúde Pública, refere que esta é uma ajuda diferenciada, que vai permitir aumentar a capacidade de resposta desta USP e a celeridade de interrupção das cadeias de transmissão.

“A Universidade do Algarve através do seu sistema telefónico VOIP atribui o acesso aos alunos para a execução de chamadas, utilizando dispositivos próprios, móveis ou fixos, podendo, desta forma, utilizar as infraestruturas informáticas da UAlg sem custos e remotamente no conforto e segurança das suas casas, respondendo às necessidades da comunidade nesta fase crítica”, explica a orientadora.

Este reforço é muito importante porque para controlar a disseminação da COVID-19, são necessárias intervenções para interromper as cadeias de transmissão entre as pessoas, garantindo que o número de novos casos gerados para cada caso confirmado seja mantido o mais baixo possível.

Como parte de uma estratégia abrangente, destacam-se não só fatores como a identificação, isolamento, testagem e tratamento de casos, mas também o rastreamento de contactos e a quarentena, que são fundamentais para reduzir a transmissão e controlar a epidemia. Os 27 alunos do MIM da UAlg desempenham um papel crucial no rastreamento de contactos, processo que inclui a identificação, avaliação e acompanhamento de pessoas que foram expostas à doença para prevenir a transmissão subsequente.

Refira-se ainda que, quando aplicado de forma sistemática, o rastreamento de contactos interromperá as cadeias de transmissão desta doença infeciosa. Numa altura muito crítica para o País, em que todos os profissionais de Saúde são chamados a intervir, a integração deste grupo de alunos na equipa da Unidade de Saúde Pública (USP) do ACES do Arco Ribeirinho traduz-se numa importante ajuda para o rastreamento de contatos para a COVID-19, que requer a identificação de pessoas que podem ter sido expostas ao vírus da COVID-19 e seu seguimento diário por 14 dias a contar do último ponto de exposição.

 

Ademar Dias

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