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ARS Algarve suspende aulas presenciais do 1º e 2º ciclo de 5 Municípios algarvios

A Autoridade de Saúde Regional do Algarve determinou a suspensão das aulas presenciais do 1º e 2º Ciclos de todos os Agrupamentos de Escolas, de Ensino Público e Privado, nos Municípios de Albufeira, Faro, Loulé, Olhão e S. Brás de Alportel.

Esta medida, decidida pela gravidade da situação, de modo a conter cadeias de transmissão, por um período previsível de 12 dias iniciado hoje, dia 28 de junho, coincidindo com o final do ano letivo, será monitorizada permanentemente e revista no dia 9 de julho, com análise da situação epidemiológica dos Municípios nessa data.

Mais informações em www.arsalgarve.min-saude.pt

 

 

Deputados do PSD eleitos pelo Algarve já reagiram

Os deputados algarvios do PSD vão interpelar o Governo com caráter de urgência sobre a suspensão das aulas em cinco municípios, alegando que o anúncio, feito no domingo ao final do dia, é uma "falta de respeito" pelos pais.

Aqui fica, na íntegra, o comunicado dos deputados sociais democratas algarvios:

 

«NOTA PÚBLICA: Escolas encerradas no Algarve - Estado trata os cidadãos sem qualquer respeito

Os deputados do PSD eleitos pelo Algarve, Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos, tiveram conhecimento de um comunicado emitido domingo, ao final da tarde, no qual se determina, pela Autoridade de Saúde Regional do Algarve, a suspensão imediata das aulas presenciais do 1.º e 2º ciclo do ensino básico nos municípios de Albufeira, Faro, Loulé, Olhão e São Brás de Alportel.

Esta decisão é reveladora de uma intolerável e gritante falta de respeito pelos pais, pelas famílias, na medida em que, sem aviso prévio, com 15 horas de antecedência, se destrutura a organização da vida familiar e profissional ao longo das próximas semanas, pondo em causa pessoas que trabalham, muitas que não têm com quem deixar os filhos.

É, por outro lado, revelador da ausência de previsão do Estado e da opacidade no processo decisório, bem como de tempo e modo que confundem as pessoas, são factor de desconfiança e abalam a autoridade do Estado. Ainda ontem os algarvios, na forma de apelo, recebiam da segunda figura do Estado exortações para que “ os milhões de portugueses a sul do Tejo” se deslocassem a Sevilha e, poucas horas depois, os destinatários dessa solicitação são objeto de uma medida restritiva.

Desconhece-se o fundamento desta decisão, se é estritamente necessária - até porque noutras regiões com uma evolução idêntica da pandemia, como Lisboa, por exemplo, não está a ser adoptada; qual foi o aconselhamento científico que a motivou e em que medida uma medida avulsa, desacompanhada de articulação com outros domínios da vida em sociedade, se reveste de um tal efeito útil que compense os prejuízos que se projetam na vida das pessoas.

Os deputados querem saber, já que a situação é tão grave ao ponto de se tomar esta medida, porque não é decretada a testagem massiva e gratuita – neste momento nem é massiva nem gratuita – ou se acelera a vacinação como se fez noutros casos, até porque estes concelhos fazem parte da região que tem a vacinação mais atrasada.

Os deputados vão interpelar com carácter de urgência o Governo a respeito desta matéria.»

 

Ademar Dias

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