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CCDR Algarve associa-se ao exercício “A Terra Treme”

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), associou-se à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na promoção e realização de exercício público de âmbito nacional “A TERRA TREME”, destinado a promover a sensibilização das populações para o risco sísmico.

Já na sua 8.ª edição, esta iniciativa está prevista na Estratégia Nacional de Proteção Civil Preventiva, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 160/2017, de 30 de outubro, e decorrerá na quinta-feira, dia 5 de novembro, às 11h05, data que coincide com o Dia Mundial de Sensibilização para o Risco de Tsunami.

O objetivo deste Exercício, durante o qual se exercitam os “3 gestos que salvam” – BAIXAR, PROTEGER e AGUARDAR – é capacitar os cidadãos para saberem como agir em caso de sismo. Para tal, é imperioso que sejam conhecidas, por todos, as medidas preventivas e os comportamentos de autoproteção a adotar ANTES, DURANTE e DEPOIS de um sismo, convidando a CCDR Algarve todos os interessados a participarem nesta ação, durante a qual é obrigatório o cumprimento de todas as recomendações da Direção-Geral de Saúde.

Além das Escolas, cuja adesão à iniciativa tem sido enorme, ao longo das sucessivas edições, a ANEPC tem, ano após ano, alargado a toda a sociedade a reflexão sobre a temática do risco sísmico e procurado envolver um número crescente de participantes no exercício A TERRA TREME, convidando-se as associações, instituições, famílias e empresas a participarem no Exercício “A Terra Treme”, para o que devem efetuar a sua inscrição (a nível individual e/ou coletivo) no sítio na Internet específico desta iniciativa: www.aterratreme.pt

Os registos históricos demonstram que a região do Algarve é a que, ao longo dos tempos, tem registado maiores intensidades sísmicas em Portugal Continental, sendo esta uma região de características particulares, pois além da grande concentração urbana junto ao litoral, recebe sazonalmente um intenso fluxo populacional, nacional e internacional. Tal evidência traduziu-se na elaboração do Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve (ERSTA) que possibilitou o conhecimento aprofundado do risco sísmico e de tsunamis na região e o desenvolvimento de um plano especial de emergência para estes riscos. Paralelamente, permitiu desenvolver políticas de prevenção e de proteção adequadas, as quais foram vertidas nos planos municipais de emergência e proteção civil e estiveram na base de vários exercícios desenvolvidos na região.

 

Ademar Dias

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