N Engenheiros

OCDE: um quarto das PME sem ajudas na pandemia

Portugal deixou um quarto das pequenas e médias empresas (PME) sem qualquer ajuda na pandemia, de acordo com o mais recente relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). O balanço mais recente do Governo dá conta que os apoios extraordinários no âmbito da pandemia chegaram, até agora, a cerca de três milhões de pessoas e 174 mil empresas e envolveram 4.138 milhões de euros.

O estudo da OCDE, citado pelo Público, analisou o impacto da crise, a resposta dos governos e os fatores estruturais para a recuperação das PME para os 37 países da OCDE.

Em Portugal, o auxílio direto com implicações orçamentais para as PME portuguesas rondou os 3,6% do PIB. "É um valor baixo comparado com o que outros países da OCDE gastaram para apoiarem a economia em 2020, em percentagem do PIB", refere Pierre-Alain Pionnier, economista sénior daquela organização, citado pelo mesmo jornal.

Os dados mais recentes foram avançados pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, no final do Conselho de Ministros que aprovou um decreto-lei que prolonga pelos meses de julho e agosto as condições do apoio à retoma progressiva que permitem às empresas com quebra de faturação igual ou superior a 75% a reduzir o horário de trabalho a 100%.

"Em termos das medidas extraordinárias [disponibilizadas] ao longo destes meses para responder às mais variadas situações, estes apoios foram pagos a três milhões de pessoas", referiu a ministra, precisando que as medidas abrangeram 174 mil empresas, e que o seu valor global ascendeu a 4.138 milhões de euros.

O valor inclui todos os apoios disponibilizados no âmbito do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social desde o início da pandemia, incluindo as isenções de contribuições para a Segurança Social.

 

Ademar Dias

Partilha este artigo