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Semana do MAR - IPMA promove “Viagem pela Ria Formosa”

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) promove hoje, dia 12 de novembro de 2025, o evento “Viagem pela Ria Formosa”, com partida do Cais de Olhão, às 14h30.

A iniciativa pretende dar a conhecer projetos de investigação, conservação e sustentabilidade em curso na Ria Formosa, com intervenções de especialistas do IPMA, do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR) e da Associação de Moradores da Culatra.

O evento contará com a presença de José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Mar, que fará as boas-vindas aos participantes e acompanhará a apresentação dos projetos de investigação e conservação na Ria Formosa.

A iniciativa pretende dar a conhecer projetos de investigação, conservação e sustentabilidade em curso na Ria Formosa, com intervenções de especialistas do IPMA, do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR) e da Associação de Moradores da Culatra, entre outras entidades regionais.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve) estará representada pelo seu presidente, José Apolinário, que apresentará o tema “Financiamento das obras de reabilitação da Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) e do edifício-sede”.

 

A Ria Formosa: um eixo estratégico da aquicultura nacional

A Ria Formosa concentra o grosso da atividade aquícola do Algarve e assume uma importância decisiva na produção nacional de bivalves.

Em 2022, a produção regional foi estimada em 10.792 toneladas, representando 57% da produção nacional em aquicultura e mais de 90% da produção nacional de bivalves.

Entre as principais espécies produzidas destacam-se:

Amêijoa boa (Ruditapes decussatus) – cerca de 2.100 toneladas, com queda em 2023 devido a mortalidades locais e menor procura;

Ostra japonesa (Crassostrea gigas) – entre 1.800 e 2.000 toneladas, com crescimento continuado e consolidação como principal aposta dos viveiristas;

Mexilhão (Mytilus galloprovincialis) – cerca de 250 toneladas, com produção estável;

Berbigão (Cerastoderma edule) e outras espécies – produção residual inferior a 100 toneladas.

 

Emprego e viveiros ativos

Atualmente, a Ria Formosa conta com 1.268 viveiros licenciados, distribuídos pelos concelhos de Faro, Olhão e Tavira, com predominância da produção de bivalves.

Destes, 81 viveiros dedicam-se especificamente à produção de ostra, ocupando 8,8% da área total licenciada.

Estima-se que a atividade gere cerca de 10.000 postos de trabalho diretos e indiretos, envolvendo produtores, trabalhadores familiares, atividades de apanha, manutenção e comercialização.

 

Ademar Dias

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