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Tavira: Corpo de Bombeiros Municipais alerta para agravamento das condições meteorológicas

A comunicação do Corpo de Bombeiros Municipais de Tavira na rede social Facebook, publicada na tarde desta segunda-feira, recorda os efeitos adversos do mau tempo e divulga medidas de autoproteção.

Aqui fica a publicação, na íntegra:

«De acordo com a informação meteorológica disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê-se um agravamento das condições meteorológicas a partir da tarde de segunda-feira, dia 19 de outubro, com chuva forte, persistente e generalizada no território de Portugal continental, vento forte, a sul do Sistema Montanhoso Montejunto-Estrela e nas terras altas e agitação marítima forte em toda a costa.

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

 Possibilidade de inundações rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;

 Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;

 Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;

 Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água;

 Danos em estruturas montadas ou suspensas;

 Possibilidade de queda de ramos ou árvores;

 Possíveis acidentes na orla costeira.

 Deslizamentos de terra causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

O Corpo De Bombeiros Municipais de Tavira e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

 Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

 Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a formação de lençóis de água nas vias;

 Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

 Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

 Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores;

 Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais;

 Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

 Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança;

 Nos terrenos confinantes com rios e cursos de água, historicamente sujeitos a cheias e inundações, retirar os animais e os equipamentos agrícolas.

 

Ademar Dias

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