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UAlg promove projeto de reativação de Rede de Arrojamentos Regional

A UAlg está a coordenar um projeto, desde outubro de 2020, que tem como objetivo ativar a “Rede de Arrojamentos do Algarve (RAAlg) - Cetáceos (golfinhos e baleias) e tartarugas marinhas. Além da página responsiva www.raalg.pt, que permite o registo de alertas, a RAAlg disponibiliza também uma linha de emergência: 968 688 233

Esta rede é composta por três biólogos, que extraem o máximo de informação de qualquer cetáceo ou tartaruga marinha, que encalhe morto na costa algarvia, para poder ser utilizada em diversos estudos.

Presentemente, qualquer cidadão pode participar no registo de alertas. Esta nova interface visa uma resposta pronta e uma gestão de recursos otimizada por parte da equipa. Ana Marçalo, investigadora do CCMAR e coordenadora do projeto, afirma: “a página de internet é um passo importante no desenvolvimento da ciência participada”. Na sua opinião, “cada vez que um cidadão regista um alerta de arrojamento, permite-nos chegar ao animal em tempo útil para a observação, registo e recolha de amostras que consubstanciem a investigação científica de espécies selvagens marinhas protegidas e de muito difícil acesso”.

Em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), coordenador da rede nacional de arrojamentos, aterros sanitários e as Capitanias da Polícia Marítima, cuja jurisdição abrange a linha de costa entre Odeceixe e Vila Real de Santo António, a RAAlg usufrui de espaço e infra-estrutura para laboratório e sala de necrópsias no Centro de Educação Ambiental de Marim, na Quinta de Marim, como resultado de uma parceria estabelecida com o Parque Natural da Ria Formosa.

Este projeto implicou o estreitamento de ligações com diversas autarquias, empresas de saneamento, unidades de patrulhamento costeiro e Proteção civil, e a criação de um sistema de gestão de alertas com resposta rápida.

 

Ademar Dias

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