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Loulé celebra Festa Grande da Mãe Soberana

A cidade de Loulé prepara-se para viver este domingo, 19 de abril, o apogeu das celebrações em honra de Nossa Senhora da Piedade. Conhecida como a Festa Grande da Mãe Soberana, esta é considerada a maior manifestação religiosa do culto mariano a sul de Fátima, atraindo anualmente milhares de fiéis, visitantes e emigrantes que regressam às suas raízes.

Após duas semanas de permanência da Imagem na cidade (desde a "Festa Pequena", no Domingo de Páscoa), o regresso da Padroeira ao seu Santuário simboliza um momento de profunda devoção e união comunitária. As festividades combinam o rigor litúrgico com a emoção popular.

Depois de, na noite desta quinta-feira, a Imagem da Padroeira ter saído em procissão desde a Igreja de S. Francisco para a Matriz, para amanhã, sábado, estão já previstas iniciativas que irão envolver a comunidade. Pelas 11h30, haverá a Bênção dos Capacetes. Às 15h, no Convento de Santo António, Andreia Pintassilgo apresenta uma conferência sobre o papel da arte contemporânea e das tecnologias digitais na valorização do património material e imaterial da Mãe Soberana. E à noite, pelas 22h, haverá a Bênção do Clube Hípico.

No domingo, o dia começa cedo para quase um milhar de peregrinos das várias freguesias do concelho, que farão a pé o caminho que os levará à cidade de Loulé. Às 10h, a Imagem seguirá da Igreja Matriz para o Largo do Monumento Engº Duarte Pacheco onde, às 16h, é celebrada uma missa campal. Depois tem lugar a grande procissão, em que os oito homens levarão o pesado andor aos ombros, acompanhados pela música da Banda Filarmónica Artistas de Minerva. O cortejo percorre as principais ruas da cidade, entre cânticos e "vivas" emocionados: “Viva a Mãe Soberana! Vivam os Homens do Andor!”.

O momento de maior fervor popular e esforço por parte dos Homens do Andor será durante o trajeto na íngreme ladeira de acesso à Ermida, impulsionados pelo ritmo acelerado da música e pelo apoio da multidão.

As celebrações terminam, pelas 23h30, com o tradicional espetáculo de fogo-de-artifício junto à Ermida, iluminando o céu de Loulé e assinalando o adeus à Padroeira.

Com uma história que remonta ao século XVI, o culto à Mãe Soberana é um pilar fundamental da identidade louletana.

Para além da vertente religiosa, a Festa Grande é um motor de dinamização económica e turística para o concelho de Loulé, já que são milhares os fiéis e turistas que marcam presença na cidade neste dia.

 

Créditos da imagem: CM Loulé

 

Ademar Dias

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