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Algarve com presença no projeto XtremeGourmet

Nascido da sinergia entre a indústria e a academia, nomeadamente entre a Universidade do Algarve (UAlg), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) e a empresa Agro-On, o projeto XtremeGourmet 2.0 pretende desenvolver produtos inovadores, mais sustentáveis e saudáveis, através da introdução no mercado de novas plantas halófitas produzidas no Algarve.

Após o sucesso do projeto XtremeGourmet (2016-2020), que permitiu melhorar o cultivo e introduzir no mercado diversas plantas halófitas (Salicórnia - Salicornia ramosissima, Rossio - Mesembryathemum nodiflorum, Ficoide – Mesembryathemum cristalinum e Sea Fingers - Disphyma crassifolium) produzidas em sistemas de cultivo sem solo e atualmente comercializadas pela RiaFresh® como Verduras da Ria Formosa, este novo projeto aposta agora na introdução de novas espécies, na melhoria nutricional e sensorial dos produtos existentes e na promoção do seu consumo como alternativas mais saudáveis ao sal de cozinha.

No XtremeGourmet 2.0, os investigadores pretendem não só introduzir três novas espécies de halófitas, nomeadamente uma nova espécie de salicórnia (Salicornia bigelovii), Louro Salgado (Atriplex portulacoides) e Estrela do Sapal (Tripolium pannonicum), mas também avaliar o impacto da substituição parcial de sódio por magnésio nas três espécies já comercializadas, na qualidade agronómica, nutricional e sensorial das plantas.

Coordenado pela Agro-On, em parceria com a UAlg e a FFUP, este projeto conta com a participação do Chef Leonel Pereira (restaurante CheckIN Faro) e de uma equipa galardoada de outros 11 Chefs de cozinha e um bartender, reunindo, assim, competências multidisciplinares nas áreas da agronomia, nutrição, química alimentar, biotecnologia e gastronomia. O objetivo é desenvolver novos ingredientes que respondam às exigências dos consumidores modernos, cada vez mais atentos à saúde, à sustentabilidade e à qualidade dos alimentos.

Este projeto reforça também o compromisso com a sustentabilidade ambiental, promovendo sistemas de produção eficientes na utilização de recursos, contribuindo para o desenvolvimento da bioeconomia azul em Portugal. Inclui, ainda, uma forte componente de divulgação junto do público geral e população estudantil, de modo a aumentar o conhecimento e visibilidade destes produtos e consolidar o posicionamento das halófitas portuguesas nos mercados nacional e internacional.

Recorde-se que as halófitas são plantas capazes de crescer em ambientes salinos e são reconhecidas pelo seu elevado potencial nutricional, característico sabor salgado e textura crocante. Na última década, têm vindo a conquistar espaço na alta gastronomia e representam uma oportunidade para a criação de produtos diferenciadores e alinhados com as tendências globais de alimentação saudável e princípios das Dietas Mediterrânica e Atlântica.

 

Créditos da imagem: UAlg

 

Ademar Dias

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